O Banco do Brasil firmou um contrato de R$ 2,3 bilhões com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) para a prestação de serviços postais em território nacional e no exterior. O acordo foi assinado em 26 de junho e entrou em vigor na quinta-feira passada, 2 de julho.
Segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (7), não houve processo licitatório. O banco justificou que mais de 97% do serviço refere-se à entrega de cartas, atividade sob monopólio legal dos Correios. Para as demais encomendas, especialmente em áreas remotas, a instituição afirmou não existir concorrentes com alcance e capacidade operacional equivalentes à estatal.
Crise financeira na estatal
A contratação ocorre em meio a uma das maiores dificuldades financeiras dos Correios. O balanço do primeiro trimestre de 2026 registrou prejuízo de R$ 3,1 bilhões, alta de 82,32% em relação ao déficit de R$ 1,7 bilhão no mesmo período do ano anterior. Com isso, a expectativa é de que 2026 encerre com resultado pior que o de 2025, quando o rombo acumulado chegou a R$ 8,5 bilhões.
A projeção mais otimista da empresa aponta para retomada dos resultados positivos apenas em 2027, após uma série de medidas de reestruturação, entre elas planos de demissão voluntária, venda de imóveis e reorganização da rede de atendimento.
Novas atribuições
Outra iniciativa começa a valer nesta quarta-feira (8): os Correios passam a distribuir, com apoio do Inmetro, selos de conformidade para produtos como capacetes, extintores de incêndio e bebês-conforto.
Com informações de Gazeta do Povo