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PF mira rede de postos e apura lavagem de R$ 7,6 bilhões ligada a políticos do RJ

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Brasília – A Polícia Federal desencadeou na manhã desta terça-feira (7) a sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma cadeia de postos de combustíveis no Rio de Janeiro. De acordo com a PF, o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, com participação de agentes públicos.

Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella (União-RJ), e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual da Polícia Civil, além de outros policiais ainda na ativa. As defesas não haviam se manifestado até a publicação desta reportagem.

Mandados e bloqueio de bens

Os agentes cumprem 19 ordens judiciais em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. As medidas incluem o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades de empresas ligadas aos investigados.

A PF informou que o volume de recursos sob suspeita foi identificado em um Relatório de Inteligência Financeira enviado pelo COAF. O documento apontou a movimentação bilionária nos postos de combustíveis entre 2020 e 2026.

Fases anteriores

Na semana passada, a quinta etapa da operação teve como alvos o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União-RJ), preso desde março, o pastor Marcio Poncio, o ex-deputado Marco Antônio Cabral – filho do ex-governador Sérgio Cabral – e o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”. Segundo as investigações, eles manteriam ligação com o Comando Vermelho.

Já a quarta fase, em maio, resultou na prisão do deputado estadual Thiago Rangel, suspeito de fraudes em contratos de reforma da Secretaria de Educação do Estado do Rio.

Crimes investigados

Além de lavagem de dinheiro e organização criminosa, os envolvidos podem responder por contratação direta ilegal e outros delitos que venham a ser identificados no curso das apurações.

A Operação Unha e Carne faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no estado do Rio, em consonância com diretrizes do Supremo Tribunal Federal estabelecidas na ADPF 635.

Com informações de Gazeta do Povo