O padre Crépin Martial Monga, pároco da Paróquia São João Batista de Zémio, na Diocese de Bangassou, foi morto a tiros na noite de segunda-feira, 29 de junho de 2026, no leste da República Centro-Africana. O ataque aconteceu por volta das 18h43, na estrada que liga um posto de controle das Forças Armadas Centro-Africanas à residência paroquial.
De acordo com testemunhas e fontes diocesanas, o sacerdote foi atingido na cabeça e morreu no local. Uma fiel que o acompanhava foi baleada no pescoço, encaminhada ao hospital de Zémio e permanece em estado crítico na terapia intensiva. Médicos avaliam a necessidade de transferi-la para uma unidade com melhores recursos.
Até o momento, as autoridades não identificaram os autores do crime e nenhum grupo assumiu responsabilidade. A área segue instável, e relatos indicam que disparos ainda podiam ser ouvidos em Zémio na manhã seguinte ao ataque.
Vida dedicada à reconciliação
Conhecido por seu trabalho no Comitê Local para a Paz e Reconciliação, padre Monga era reconhecido na região pelo empenho em promover diálogo, coesão social e ajuda às comunidades afetadas pelo conflito. Amigos e paroquianos descrevem suas “armas” como a Bíblia e o rosário.
No dia anterior ao assassinato, 28 de junho, o religioso batizou 175 pessoas — entre elas, 160 cristãos deslocados que estavam abrigados em Zapay. Na manhã de 29 de junho, acompanhou os recém-batizados às margens do rio Mbomou, seu último ato pastoral antes da emboscada.
Homenagem e funeral
O bispo de Bangassou, dom Aurelio Gazzera, lamentou a morte do sacerdote e destacou “uma perda tremenda para a comunidade local”. O funeral está marcado para 1º de julho, na Catedral São Pedro Claver, sede da diocese.
Com informações de Gazeta do Povo