A taxa de inadimplência do sistema bancário brasileiro alcançou 4,7% em maio, o maior nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 2011. O indicador considera operações com atraso superior a 90 dias e ficou um ponto percentual acima do verificado no mesmo mês de 2025.
O relatório, publicado nesta quarta-feira (1º), mostra que o endividamento das famílias permaneceu em 49,8% da renda anual, enquanto o comprometimento da renda com pagamentos de dívidas seguiu em 28,2%.
Mesmo com o avanço da inadimplência, os bancos ampliaram a concessão de crédito e elevaram os juros. A taxa média das operações chegou a 33,4% ao ano. No segmento de crédito livre, negociado diretamente com clientes, a média subiu para 49,5%, alta de 3,7 pontos percentuais em 12 meses. A carteira destinada às famílias somou R$ 4,6 trilhões.
Nova rodada do Desenrola
Para tentar reduzir o volume de dívidas, o governo prepara uma nova edição do programa Desenrola. A proposta prevê incentivos à renegociação direta entre devedores e instituições financeiras, após a fase anterior ter resultado em contração de novos débitos por parte de parte dos participantes.
Dívida pública em alta
O Banco Central também informou que a relação entre dívida bruta do governo geral e Produto Interno Bruto (PIB) chegou a 81,1% em maio, o pior patamar em cinco anos, totalizando R$ 10,6 trilhões. O déficit primário, que não inclui juros, acumulou R$ 53,3 bilhões.
Os números reforçam a preocupação com o aumento dos encargos financeiros tanto para as famílias quanto para o setor público.
Com informações de Gazeta do Povo