Um vídeo publicado pelo influenciador Linkon na Voz, morador de Guarulhos (SP), somou 40 milhões de visualizações em poucos dias e se transformou em peça-chave no debate eleitoral que antecede a corrida presidencial de 2026. Gravado na Avenida Paulista, o registro traz o trabalhador relatando a dificuldade de sustentar a família diante do aumento do custo de vida no país.
O que motivou o alcance recorde
Na gravação, Linkon expõe, de forma emocionada, a alta nos preços de itens básicos como carne e aluguel. O relato repercutiu entre diferentes camadas sociais, especialmente a classe média, e extrapolou bolhas digitais, tornando-se símbolo da perda de poder de compra sentida por grande parte da população.
Reação da oposição
Líderes oposicionistas aproveitaram o conteúdo para criticar a política econômica do presidente Lula. Nomes como Pablo Marçal, Tarcísio de Freitas e integrantes da família Bolsonaro impulsionaram o vídeo. Marçal, inclusive, convidou a família de Linkon para um encontro, iniciativa que gerou questionamentos sobre solidariedade ou possível uso político.
Efeito sobre a campanha de 2026
Estrategistas eleitorais avaliam que manifestações espontâneas de cidadãos passaram a disputar espaço com a propaganda oficial. O depoimento de Linkon obrigou pré-candidatos a tratarem de temas cotidianos, como inflação de alimentos e estagnação salarial, reduzindo o controle narrativo das campanhas tradicionais.
Resposta do governo
Para conter a queda na popularidade, o Palácio do Planalto intensificou a divulgação de programas sociais e reconheceu publicamente que o custo de vida segue elevado. Mesmo assim, a percepção de perda de renda — resumida pela fala de Linkon de que “trabalha e não sai do lugar” — permanece como um dos maiores desafios para a tentativa de reeleição de Lula.
Postura do influenciador
Linkon afirmou não querer ser usado como peça de propaganda e reforçou que seu desabafo reflete apenas a realidade do trabalhador brasileiro. “Político é funcionário público”, declarou em novos vídeos, mantendo distância formal dos partidos, embora seu discurso tenha encontrado eco particularmente entre eleitores críticos ao atual governo.
Com a projeção do vídeo, especialistas apontam que conteúdos produzidos por cidadãos comuns devem ganhar ainda mais relevância até outubro de 2026, alterando o ritmo e o tom da disputa presidencial.
Com informações de Gazeta do Povo