Equipes de resgate correm contra o relógio no estado litorâneo de La Guaira, norte da Venezuela, depois que terremotos de magnitude 7,5 sacudiram a região na última quarta-feira (24). Até este sábado (27), o balanço oficial aponta 1.430 mortos, 3.248 feridos e mais de 3.400 desalojados.
Mesmo com réplicas de 4,4 e 4,7 graus registradas nas últimas horas, bombeiros, militares e voluntários mantêm as buscas entre os escombros de prédios inteiros que desabaram, sobretudo na capital estadual, La Guaira.
Resgates que comoveram o país
Um dos episódios mais marcantes foi o salvamento de um bebê de 18 dias e de sua mãe, Dayana Patiño. Mãe e filho ficaram soterrados por 32 horas após a queda de um edifício de oito andares. O choro do recém-nascido guiou os voluntários, que retiraram os dois com vida; a criança saiu ilesa porque a mãe usou o próprio corpo como escudo.
Outros relatos reforçam o cenário de solidariedade: uma câmera registrou o momento em que um bebê engatinhou por uma fenda até ser alcançado por socorristas; três irmãos pequenos foram retirados de uma casa destruída; e uma mulher deu à luz em meio aos destroços na noite de sexta-feira (26), auxiliada por vizinhos sem suporte hospitalar.
“Mãe heroína”
Nas redes sociais, ganhou destaque a história de Andrea, esposa do jogador de futebol Héctor Bello. Ela morreu protegendo a filha do casal durante o tremor. A menina foi encaminhada a um hospital em Caracas e passa bem. Clubes e federações esportivas publicaram homenagens a Andrea e às demais vítimas ligadas ao esporte.
Resposta do governo
Para facilitar a circulação de ambulâncias e máquinas pesadas, o governo restringiu o acesso a La Guaira. A vice-presidenta interina, Delcy Rodríguez, informou que equipes especializadas de mais de dez países devem chegar nas próximas horas. Caminhões com água, alimentos e suprimentos médicos já estão sendo enviados, pois hospitais locais operam no limite.
As autoridades mantêm a prioridade na localização de sobreviventes, enquanto famílias esperam notícias e vigílias se multiplicam em praças e abrigos improvisados.
Com informações de Gazeta do Povo