Brasília – Relatórios médicos entregues nesta sexta-feira (26) ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) registrou picos de pressão arterial ao longo da semana.
Segundo o documento, “o paciente apresentou picos hipertensivos moderados, prontamente controlados com doses extras da medicação em uso”. A equipe de saúde também relatou uma alteração residual na base do pulmão esquerdo, sequela da pneumonia diagnosticada em março de 2026.
Hiccup persistente e efeitos adversos
Os médicos continuam tratando episódios recorrentes e prolongados de soluços com fármacos de ação central. O uso desses medicamentos, no limite terapêutico de segurança, tem provocado sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal.
Para atenuar o problema digestivo e prevenir novos surtos de soluço, Bolsonaro segue dieta fracionada com baixo teor de acidez.
Fisioterapia pós-operatória
O fisioterapeuta Kleber Caiado informou que o ex-presidente completou oito semanas de pós-operatório do ombro direito. O tratamento inclui sessões de mobilidade e agulhamento seco na cintura escapular para aliviar tensões musculares. A ausência recente de crises de soluço, segundo o profissional, tem favorecido a redução da rigidez articular nas regiões cervical e do ombro.
Prisão domiciliar pode ser prorrogada
Os laudos atendem à decisão do ministro Alexandre de Moraes, que concedeu prisão domiciliar para tratamento médico em março. Com o fim do prazo de 90 dias, a defesa solicitou a prorrogação da medida, argumentando que o quadro clínico atual justifica a permanência de Bolsonaro em sua residência, em Brasília.
Com informações de Gazeta do Povo