Representantes dos Estados Unidos e do Irã chegaram neste domingo, 21 de junho, à Suíça para a primeira rodada de negociações destinada a tratar do conflito no Oriente Médio. A delegação norte-americana é chefiada pelo vice-presidente J. D. Vance, enquanto a comitiva iraniana é liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Seyyed Abbas Araghchi.
Antes de embarcar, no sábado (20), Vance declarou que Washington pretende concentrar as conversas em dois pontos: avanços na questão nuclear iraniana e a busca por um cessar-fogo duradouro no Líbano. “Espero que possamos avançar nesses temas. Tenho certeza de que os iranianos também trarão assuntos que desejam discutir”, afirmou o vice-presidente.
A expectativa inicial era de que o encontro selasse o fim das hostilidades, após a assinatura de um memorando de entendimento entre os dois países que estabeleceu uma trégua de 60 dias a partir de 18 de junho. No entanto, a retomada dos bombardeios israelenses no sul do Líbano e o anúncio do fechamento do estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária iraniana elevaram a tensão na região.
“Apesar das manchetes, a situação está melhorando e a violência diminuindo um pouco”, disse Vance, ressaltando a necessidade de interromper o ciclo de ataques e retaliações para que o cessar-fogo se sustente. Segundo ele, o secretário de Estado Marco Rubio e sua equipe “têm gerenciado ativamente a situação no Líbano”.
Araghchi condicionou o início efetivo das tratativas ao cumprimento integral do memorando, cujo primeiro item prevê o “fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes”, incluindo território libanês.
Paquistão e Catar participam das conversas como mediadores. Vance destacou que o objetivo central dos Estados Unidos é “garantir a segurança tanto de Israel quanto do Líbano” e afirmou que continuará a “gerenciar a situação para assegurar a estabilidade de toda a região”.
Com informações de Gazeta do Povo