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Justiça manda delegados de volta à PF e investigações sobre Banco Master perdem força

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública ordenou nesta semana o retorno de delegados da Polícia Federal (PF) que estavam cedidos a outros órgãos da administração pública. A medida, segundo fontes da própria corporação, pode retirar cerca de 30% dos investigadores destacados para o inquérito que apura irregularidades envolvendo o Banco Master e fraudes no INSS.

Internamente, a decisão foi interpretada como possível reação do governo às apurações que atingem aliados do Palácio do Planalto, entre eles o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Integrantes da PF apontam que a convocação teria ainda o efeito de afastar o delegado Thiago Ferreira do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, onde ele coordena diligências sobre o escândalo do Banco Master e investigações relativas ao INSS.

Delegados “fingindo que estão trabalhando”, disse Lula

Em abril, o presidente Lula já havia defendido publicamente o retorno de policiais federais cedidos, alegando que alguns estariam “fingindo que estão trabalhando”. Na ocasião, o presidente afirmou que somente permaneceriam fora da PF os policiais nomeados para cargos de secretário de Estado.

De acordo com a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), atualmente 53 delegados exercem funções em outros órgãos. A entidade ressalta que esses profissionais ocupam postos estratégicos e afirma que o combate ao crime organizado exige mais ações concretas e menos “propaganda”.

Substituições recentes

Em maio, outro movimento semelhante ocorreu dentro da corporação: o delegado Guilherme Figueiredo Silva, responsável por investigações sobre fraudes no INSS que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi substituído e retornou para Minas Gerais, seu estado de origem, “a pedido”.

Ministério fala em reforçar combate ao crime organizado

Ao jornal Estadão, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges, afirmou que o processo de devolução de policiais federais, rodoviários federais e policiais penais começou no fim de abril e continua em curso. Segundo ele, já foram encaminhados 100 pedidos de retorno, envolvendo mais de 50 órgãos das esferas federal, estadual e municipal.

Até o momento, nem o Ministério da Justiça nem o STF responderam oficialmente aos questionamentos sobre a repercussão da medida e seu impacto direto nas investigações em andamento.

Com informações de Gazeta do Povo