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No G7, Lula ataca Trump, rejeita rótulo de esquerda e fala em possível quarto mandato

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou sua participação na cúpula do G7, na França, em 17 de junho de 2026, acumulando declarações que provocaram repercussão diplomática e política. Ao longo dos encontros, o chefe do Executivo brasileiro criticou o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, negou ser um político de esquerda, mencionou a chance de disputar um quarto mandato, avaliou a postura do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na guerra e alertou para riscos da inteligência artificial.

Críticas a Donald Trump

Diante de lideranças internacionais, Lula afirmou que “não suporta” a postura de Trump, a quem chamou de “imperador”. Segundo o brasileiro, o republicano age como se pudesse “dar ordens ao mundo inteiro”. Ele também advertiu o ex-presidente norte-americano a “não se meter” nas eleições brasileiras, lembrando que o país possui, em suas palavras, “o sistema de votação mais tranquilo e seguro do planeta”.

“Nunca fui esquerdista”

Em conversa captada pela transmissão oficial com representantes do Fundo Monetário Internacional e com o chanceler alemão, Lula declarou que jamais se considerou um político de esquerda. Ele disse ter se formado no movimento sindical e que, nos anos 1980, chegou a ser chamado de “anticomunista” por recusar convite para um congresso na então União Soviética. Para o presidente, o caminho adequado para o mundo seria “o meio-termo” e não a polarização ideológica.

Possibilidade de quarto mandato

Ao comentar o modelo de votação eletrônico brasileiro, Lula questionou por que a Organização das Nações Unidas não recomenda o sistema a outros países. Em seguida, lembrou que a legislação permite que volte a disputar o Planalto após intervalos. Caso vença novamente, ressaltou, poderá se tornar o mandatário mais longevo da história nacional, com quatro eleições vencidas.

Conflito na Ucrânia

Depois de se reunir com Volodymyr Zelensky, Lula afirmou ter notado, “pela primeira vez”, disposição do ucraniano em negociar a paz. No entanto, ponderou que até então não via interesse genuíno nem de Zelensky, nem do presidente russo Vladimir Putin, tampouco do chinês Xi Jinping, para encerrar o confronto. O brasileiro defendeu maior engajamento dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU nas tratativas.

Alerta sobre inteligência artificial

Em discurso oficial, Lula alertou que a inteligência artificial pode ampliar a desigualdade global se não houver regulação. Ele criticou o fato de grandes empresas de tecnologia valerem mais do que algumas economias nacionais, enquanto milhões de pessoas ainda não têm acesso à internet. O presidente defendeu a proteção dos dados dos cidadãos por instituições nacionais e citou legislações brasileiras criadas para resguardar menores no ambiente digital.

As falas ocorreram ao longo de três dias de conversas em Apúlia, sul da França, onde o Brasil participou como convidado da reunião das sete maiores economias ocidentais.

Com informações de Gazeta do Povo