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Trump e Irã firmam memorando de paz na França e reabrem Estreito de Ormuz

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na noite de quarta-feira, 17 de junho de 2026, um acordo com a República Islâmica do Irã que encerra imediatamente as hostilidades entre os dois países e determina a reabertura do Estreito de Ormuz. O ato ocorreu em Versalhes, na França, onde Trump participava da cúpula do G7.

Batizado de “Memorando de Entendimento de Islamabad”, o documento de 14 pontos foi firmado eletronicamente por Trump e pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. A mediação coube ao primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que anunciou a entrada em vigor imediata do texto.

Principais compromissos

Cessação total das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano.

Reabertura imediata do Estreito de Ormuz pelo Irã.

Suspensão gradual das sanções dos EUA ao longo de 60 dias, prazo reservado para negociar um tratado definitivo de paz.

• Confirmação iraniana de que não produzirá armas nucleares.

• Plano inicial de US$ 300 bilhões para reconstrução e desenvolvimento econômico do Irã, além da liberação de ativos congelados e autorizações para exportação de petróleo.

Reações internacionais

O presidente francês, Emmanuel Macron, publicou vídeo nas redes sociais mostrando o momento da assinatura e afirmou que o entendimento “abre caminho para uma paz duradoura e para a redução dos preços da energia”.

Apesar do acerto, Trump advertiu que retaliará caso Teerã descumpra quaisquer cláusulas: “Vamos bombardeá-los com força se violarem o acordo. Espero que não; quero que cumpram”.

Impacto no mercado de energia

A guerra, iniciada em 28 de fevereiro, havia fechado o estreito responsável por grande parte do transporte mundial de petróleo e gás, provocando alta expressiva nos preços. Com a via marítima liberada, a expectativa é de normalização do fluxo e alívio nas cotações internacionais.

Os negociadores dos dois países têm agora até meados de agosto para transformar o memorando em tratado definitivo, enquanto as primeiras medidas de confiança mútua começam a ser implementadas.

Com informações de Gazeta do Povo