11/06/2026 – Uma série de furtos de rótulos de embalagens de Coca-Cola que trazem figurinhas da Copa do Mundo levou a fabricante a assumir os prejuízos e substituir sem custos as garrafas danificadas para supermercados e atacarejos em todo o país.
A medida, segundo representantes de grandes redes ouvidos pelo jornal Valor Econômico, vale para produtos inutilizados pela retirada do rótulo, que não podem mais ser comercializados. As devoluções passaram a ser tratadas como mercadoria avariada, e a empresa faz o ressarcimento ou bonifica o estoque afetado, evitando impacto direto no caixa dos lojistas.
Promoção começou em abril
A ação promocional foi lançada em 15 de abril e termina na próxima segunda-feira, 15 de junho. Sob o rótulo plástico das garrafas de 600 ml e 2,5 l das versões Original e Zero, estão 14 figurinhas colecionáveis oficiais da Fifa.
Por causa da procura, cresceram os casos de consumidores que violam a embalagem ainda nas gôndolas para retirar as figurinhas. Em resposta, algumas redes decidiram interromper o envio dos lotes promocionais a lojas de autosserviço instaladas em condomínios, onde os furtos seriam mais frequentes. Outras passaram a fixar fitas adesivas sobre os rótulos ou colocar avisos de monitoramento por câmeras ao lado das prateleiras.
Logística e custos extras
Dirigentes de supermercados relatam que o processo de retirar o produto das gôndolas, registrar perdas e solicitar reposição gera custos logísticos adicionais, mas afirmam que o volume de vendas da bebida compensa a operação. Há casos em que a Coca-Cola prefere creditar o valor das unidades danificadas em vez de recolhê-las fisicamente, para simplificar o procedimento.
Empresa nega impacto negativo
Procurada, a Coca-Cola Brasil disse que a promoção apresenta “resultados positivos” e alta adesão do público. A companhia declarou não compactuar com a retirada indevida de materiais promocionais e afirma que possíveis ocorrências são tratadas individualmente. A empresa não comentou o acordo de reembolso firmado com as redes varejistas.
Nas redes sociais multiplicam-se fotos e vídeos de garrafas com rótulos rasgados em diferentes pontos de venda, reforçando a extensão do problema.
Com informações de Gazeta do Povo