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PF apura aplicação de R$ 3 milhões do fundo de servidores de Paulista (PE) em papéis do Banco Master

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Brasília – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (10) a Operação Take Over, voltada a investigar possíveis irregularidades na gestão do fundo de previdência dos servidores do município de Paulista, na região metropolitana do Recife. Segundo a corporação, mais de R$ 3 milhões teriam sido aplicados em títulos de alto risco do liquidado Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

Os agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Paulista, Recife e Rio de Janeiro. A ação é um desdobramento da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

Fundamento da investigação

De acordo com o Ministério da Previdência Social, o fundo de previdência de Paulista reúne cerca de 5,3 mil segurados e beneficiários. A PF afirma que as aplicações foram realizadas “em desacordo com as normas legais e os procedimentos de governança exigidos para a administração de recursos previdenciários”.

Há indícios de que decisões estratégicas foram tomadas isoladamente, sem observar critérios de segurança, liquidez e transparência. Os investigadores também apontam possível enfraquecimento do comitê de investimentos responsável por analisar e aprovar as operações do fundo, o que teria reduzido mecanismos de controle e fiscalização.

Posicionamento da prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Paulista informou que equipes da Polícia Federal estiveram no Instituto de Previdência Social do Município do Paulista (PreviPaulista) para coletar documentos referentes aos aportes realizados no Banco Master em 2024. A administração ressaltou que os fatos investigados dizem respeito à gestão anterior e que todo o material solicitado está sendo entregue integralmente às autoridades.

O município acrescentou que continuará disponível para colaborar com as investigações e acompanhará o andamento das apurações pelos canais institucionais competentes.

Outros fundos na mira

As aplicações no Banco Master vêm sendo alvo de investigações em diferentes estados. Entre os casos de maior repercussão estão o do Rioprevidência, que pode ter investido mais de R$ 2 bilhões em papéis considerados de alto risco, e o da Amapá Previdência (Amprev), que destinou cerca de R$ 400 milhões aos mesmos ativos.

O Banco Master encontra-se em liquidação extrajudicial, e o Supremo das Bahamas já autorizou o liquidante da instituição a buscar ativos naquele país.

As apurações seguem sob sigilo.

Com informações de Gazeta do Povo