Brasília, 10 de junho de 2026 – Pesquisas de opinião indicam que a maior parte da população brasileira apoia a medida adotada pelo governo dos Estados Unidos, presidido por Donald Trump, que incluiu o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas internacionais.
Classificação norte-americana
Ao equiparar as duas facções a grupos extremistas globais, Washington passa a aplicar sanções financeiras mais rígidas e intensifica a cooperação policial com outros países para restringir a atuação dos criminosos.
Reação do público brasileiro
Levantamento da AtlasIntel e do PoderData mostra que mais de 53% dos brasileiros concordam com a decisão dos EUA. Já a pesquisa Quaest registra empate de 45% entre favoráveis e contrários, mas aponta que 60% defendem que o próprio governo brasileiro também utilize o termo “terrorista” para se referir ao PCC e ao CV.
Posicionamento do governo Lula
O Palácio do Planalto e o Partido dos Trabalhadores (PT) consideram a medida uma ingerência externa nos assuntos internos do país. Segundo o governo, a classificação pode abrir caminho para sanções econômicas ou pressões militares futuras, afetando a soberania nacional.
Impacto na corrida eleitoral de 2026
A segurança pública tornou-se o principal tema do debate eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, explora a proximidade com Trump para prometer um enfrentamento mais duro ao crime organizado. Já a campanha do presidente Lula tenta enfatizar a defesa de interesses nacionais contra tarifas externas, mas enfrenta resistência de eleitores que priorizam a sensação de segurança diária.
Visão de especialistas
Analistas ouvidos pelas pesquisas afirmam que o discurso governista perde força porque o eleitorado rejeita qualquer sinal de condescendência com organizações criminosas. Para grande parte da população, classificar as facções como terroristas é visto como ferramenta essencial de combate ao crime, sobrepondo-se a considerações geopolíticas.
As discussões sobre soberania e segurança devem permanecer no centro da campanha até outubro, com os dados de opinião pública indicando vantagem para propostas de endurecimento contra o crime.
Com informações de Gazeta do Povo