O Departamento de Defesa dos Estados Unidos intensificou o envio de tropas e armamentos ao Caribe enquanto cresce a pressão sobre o governo de Miguel Díaz-Canel em Cuba. Segundo revelou o jornal Politico nesta quinta-feira (28), a operação aguarda apenas a autorização final do presidente Donald Trump para avançar com uma ofensiva militar contra a ilha.
Em maio, o grupo de ataque do porta-aviões USS Nimitz adentrou o Caribe acompanhado de destróieres e cruzadores equipados com mísseis guiados de precisão capazes de atingir alvos em terra. Paralelamente, os navios anfíbios USS Kearsarge e de escolta permanecem posicionados na costa da Virgínia, transportando cerca de 2.500 fuzileiros navais prontos para um novo destacamento.
A frota atual é levemente menor do que a mobilizada em janeiro, quando forças norte-americanas capturaram o então ditador venezuelano Nicolás Maduro. Analistas apontam, porém, que um ataque em larga escala contra o território cubano exigiria a convocação de efetivos adicionais.
Para Mark Cancian, ex-funcionário do Pentágono e pesquisador sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), o deslocamento serve, neste momento, como demonstração de força para pressionar o regime cubano. “É uma intimidação calculada”, afirmou ao Politico.
Na quarta-feira (27), o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou que Cuba “está em apuros” devido à gestão “de comunistas incompetentes” e criticou o controle de cerca de 70% da economia pela holding militar GAESA. “Queremos algo bom para o povo cubano e esperamos um desfecho positivo”, disse a jornalistas.
Ainda não há data definida para uma decisão presidencial sobre a ofensiva, mas fontes do Pentágono indicam que o planejamento operacional já está concluído e pode ser executado rapidamente caso receba sinal verde da Casa Branca.
Com informações de Gazeta do Povo