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Ypê pede que consumidores guardem produtos de lote interditado e promete reembolso

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São Paulo — A Ypê divulgou nesta terça-feira (19) nova orientação para que os consumidores não utilizem nem descartem os produtos de limpeza pertencentes ao lote com final 1, cuja distribuição e venda continuam suspensas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A empresa afirma que fará o ressarcimento do valor pago aos clientes que optarem por essa via.

O comunicado da fabricante segue a decisão unânime da Diretoria Colegiada da Anvisa, em 15 de maio, que manteve a interdição já aplicada no início do mês. Permanecem proibidos de circular os lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes produzidos na unidade de Amparo (SP) identificados pelo número de lote encerrado em 1.

“Reforçamos a determinação da Agência de não utilização dos itens alcançados pela medida, até posterior deliberação da autoridade sanitária”, declarou a companhia. A Ypê informou ainda ter instruído distribuidores e varejistas a retirar imediatamente os itens afetados das prateleiras e armazená-los em áreas isoladas.

Contaminação sob investigação

A manutenção da interdição ocorreu após a agência considerar insuficientes as ações tomadas pela empresa diante de suspeita de contaminação microbiológica nos produtos. O processo teve início em 5 de maio, quando a Anvisa determinou o recolhimento nacional dos lotes indicados.

De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, há histórico de ocorrências semelhantes envolvendo a marca. A suspensão foi motivada por duas denúncias apresentadas pela Unilever, entre outubro de 2025 e março de 2026, à própria agência e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

Como solicitar reembolso

A Ypê disponibilizou em seus canais oficiais um formulário para ressarcir quem já adquiriu os produtos. A recomendação é manter as unidades guardadas até nova orientação da autoridade sanitária.

A empresa reiterou que segue colaborando com a Anvisa, fornecendo laudos de laboratórios independentes e demais documentos técnicos para comprovar a segurança de seus itens. Não há prazo definido para o fim da interdição.

Com informações de Gazeta do Povo