O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quarta-feira (20) que o estoque de requerimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu de 3,1 milhões em fevereiro para 2,3 milhões no momento. Segundo ele, somente em maio a redução pode chegar a 300 mil benefícios pendentes, aproximando o governo da meta de zerar a fila ainda neste ano, promessa feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha de 2022.
Troca de comando e nova orientação
A queda coincide com a substituição do então presidente do INSS, Gilberto Waller, pela servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira, há pouco mais de um mês. Waller saiu sob a acusação de não avançar no enfrentamento da fila, embora seja creditado internamente por ter contido o impacto do escândalo de cobranças irregulares estimadas em R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas.
Entre as ações para acelerar as análises, Queiroz destacou a Instrução Normativa PRES/INSS nº 203, publicada em abril, que proíbe abrir novo pedido de benefício quando já existe processo idêntico em andamento, inclusive em fase de recurso.
Perícias médicas mais rápidas
O ministro informou que a fila para perícia médica presencial recuou de 1,1 milhão de pessoas em janeiro para 771 mil em abril, queda de 30,85%. No mês passado, o INSS realizou 511 mil perícias presenciais e concluiu 473 mil análises documentais enviadas digitalmente pelos segurados.
Queiroz negou risco de aumento de fraudes com a intensificação dos exames à distância. “As reclamações que recebemos são justamente sobre o rigor das perícias”, declarou.
Crítica a nova reforma da Previdência
Na entrevista, o ministro rechaçou a possibilidade de mais uma reforma previdenciária. Para ele, mudanças nas regras costumam estender o tempo de contribuição, elevar alíquotas ou reduzir o poder de compra. “Normalmente, é o trabalhador quem paga a conta”, argumentou, defendendo foco na eficiência interna do INSS.
Fraude bilionária e operações policiais
Sobre o roubo bilionário contra beneficiários, Queiroz disse que 4,5 milhões de segurados já foram ressarcidos. O prazo para contestar descontos suspeitos foi prorrogado por 90 dias, até 20 de junho, com atendimento pelo aplicativo Meu INSS, Central 135 ou agências dos Correios.
Desde que assumiu a pasta, acrescentou, foram realizadas 63 operações da Polícia Federal em parceria com a Força-Tarefa Previdenciária, com potencial de economizar R$ 350 milhões aos cofres públicos.
Com a nova gestão e medidas administrativas, o governo aposta em manter o ritmo de reduções mensais para eliminar o estoque de requerimentos e entregar, nas palavras do ministro, “esse presente para o povo brasileiro”.
Com informações de Gazeta do Povo