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Estrela solicita recuperação judicial para oito empresas após prejuízo bilionário

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O Grupo Estrela, referência nacional na produção de brinquedos, ingressou em 20 de maio de 2026 com pedido de recuperação judicial envolvendo oito empresas do conglomerado. O processo foi protocolado na comarca de Três Pontas, em Minas Gerais.

Além da fábrica e da distribuidora que carregam a marca Estrela, o pedido inclui a JM Plásticos, a Starcom do Nordeste Comércio e Indústria de Brinquedos, a Editora Estrela Cultural e a Estrela Beauty, voltada ao setor de cosméticos.

De acordo com documentos apresentados à Justiça, a companhia principal acumulou prejuízo de R$ 639 milhões até o fim do primeiro semestre de 2025. No mesmo período, a receita somou R$ 9,33 milhões, enquanto os custos superaram R$ 11,2 milhões. Mesmo que todo o patrimônio fosse liquidado hoje, faltariam R$ 567,8 milhões para quitar as dívidas.

No comunicado ao mercado, o grupo atribuiu a deterioração do caixa às “mudanças no comportamento de consumo, com maior competição de alternativas digitais”, ao aumento do custo de capital e às restrições para obtenção de crédito.

Com a protocolização, o juiz responsável avaliará a admissibilidade do pedido. Se autorizado, cobranças e execuções judiciais ficam suspensas por 180 dias, prazo durante o qual a companhia deverá apresentar, em até 60 dias, um plano de recuperação a ser votado por seus credores. Um administrador judicial também será nomeado para acompanhar o processo.

A empresa informou que continuará mantendo suas atividades industriais, comerciais e administrativas, assegurando o atendimento a clientes, parceiros e fornecedores durante a reestruturação.

Com informações de Gazeta do Povo