Brasília – Uma auditoria divulgada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 19 de maio de 2026 concluiu que cerca de 40% das plataformas de apostas esportivas e jogos online em atividade no país atuam de forma irregular.
Fraudes alcançam metade das apostas
De acordo com o relatório, até 51% de todas as apostas registradas no Brasil apresentam indícios de ilegalidade. O montante movimentado nesses palpites suspeitos chega a aproximadamente R$ 40 bilhões por ano, valor exposto a fraudes, lavagem de dinheiro e manipulação de resultados.
Fiscalização insuficiente
O TCU identificou falhas no bloqueio de sites irregulares. Segundo o órgão, as empresas clandestinas trocam de domínio com facilidade logo após serem barradas, driblando a atuação dos fiscalizadores. Falta ainda coordenação permanente entre Anatel, Banco Central, Receita Federal e outros órgãos para ações simultâneas contra os infratores.
Golpes populares nos celulares
Jogos bastante difundidos em aplicativos, como o chamado “Tigrinho”, são usados para enganar apostadores. Nesses casos, algoritmos são manipulados para reduzir drasticamente a chance de vitória do usuário, além de possibilitar roubo de dados pessoais e não garantir o pagamento de prêmios anunciados.
Impacto em famílias de baixa renda
Dados do Banco Central mostram que beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em apostas online apenas em agosto de 2023, o equivalente a 21% do total repassado pelo programa no mesmo mês. O TCU alerta para o risco de superendividamento e comprometimento da segurança alimentar dessas famílias.
Recomendações e possível proibição
Entre as sugestões do tribunal estão a criação de um grupo permanente reunindo Anatel, Banco Central e Receita Federal, além de punições mais severas para instituições financeiras que facilitarem transações com sites ilegais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que, caso a regulamentação atual não garanta proteção à saúde mental e financeira da população, o governo poderá avaliar a proibição total das apostas no país.
Com informações de Gazeta do Povo