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Escassez extrema obriga cubanos a procurar alimento em contêineres de lixo

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Moradores de várias cidades cubanas, entre elas Havana, Santiago de Cuba, Holguín e Santa Clara, passaram a recorrer aos contêineres de lixo para conseguir algo para comer em meio ao agravamento da crise alimentar na ilha. O relato é do portal independente Martí Notícias, publicado nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026.

Disputa por sobras de restaurantes e casas particulares

Segundo o portal, grupos de pessoas permanecem próximos a recipientes utilizados por restaurantes, cafeterias e residências privadas, aguardando o momento em que restos de comida são descartados. Entre os itens mais disputados estão pedaços de pizza, macarrão, ossos de frango, pães e alimentos enlatados. Há registro de crianças recolhendo iogurtes vencidos em lixões.

Salários de US$ 15 e cesta básica acima de US$ 200

A dificuldade é agravada por salários que, de acordo com a reportagem, equivalem atualmente a cerca de US$ 15 (R$ 75) mensais. No mercado informal, uma cesta básica pode ultrapassar US$ 200 (aproximadamente R$ 1 mil), montante inacessível para a maioria da população.

“Crime de lesa-humanidade”, diz historiador

O historiador cubano Boris González Arenas atribuiu o cenário às políticas do governo, afirmando que as decisões do regime reduziram o acesso a alimentos essenciais. Para ele, trata-se de um “crime de lesa-humanidade” cujos responsáveis deveriam ser julgados.

Pressão externa e resposta oficial

Em entrevista à Fox News, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que “cubanos estão literalmente comendo lixo nas ruas”, enquanto a riqueza do país permaneceria concentrada em estruturas controladas pelo governo. Na mesma ocasião, Rubio lembrou que Washington ofereceu ajuda humanitária via Igreja Católica, proposta recusada por Havana.

Autoridades cubanas negam repetidamente a existência de cidadãos em pobreza extrema buscando alimento no lixo.

Novas sanções norte-americanas

No mesmo dia 18 de maio, o governo do então presidente Donald Trump anunciou a ampliação das sanções econômicas contra o regime, atingindo entidades financeiras ligadas às Forças Armadas, entre elas o conglomerado GAESA, apontado pelos EUA como peça-chave no controle dos recursos da ilha.

Com a combinação de inflação, baixos salários e restrições externas, a busca por restos de comida se tornou parte da rotina de sobrevivência de muitos cubanos.

Com informações de Gazeta do Povo