A taxa de desemprego subiu em todo o território nacional no primeiro trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, o índice nacional chegou a 6,1%, alta de 1 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em dezembro de 2025.
Apesar do aumento no curto prazo, o resultado ainda representa queda de 0,9 ponto percentual quando comparado ao mesmo intervalo de 2025, configurando o menor patamar para o período em toda a série histórica.
Regiões
A Região Norte manteve a maior taxa de desocupação do país, 8,4%. O Nordeste, por sua vez, foi o mais impactado pelo avanço geral, com destaque para a Bahia, que alcançou 10,9%, o maior índice estadual.
Estados
Entre as 27 unidades da federação, nenhuma registrou recuo no desemprego. Em 15 delas houve aumento; Pernambuco liderou a expansão, com acréscimo de 2,5 pontos percentuais, seguido por Piauí (+2,2 p.p.) e Paraná (+1,6 p.p.).
Informalidade
A informalidade permanece elevada no Nordeste, onde atinge cerca de 40% da força de trabalho e chega a 57,8% no Maranhão. No extremo oposto, Santa Catarina detém a menor taxa, 25,3%.
Entre os trabalhadores domésticos, a proporção de empregados sem carteira assinada recuou de 24,2% no primeiro semestre de 2025 para 23,8% na pesquisa mais recente. No setor privado em geral, 25,3% exercem atividades sem registro formal.
Debate sobre jornada de trabalho
Os números foram divulgados em meio à tramitação, no Congresso, de projeto apoiado pelo governo para extinguir a escala 6×1 e reduzir gradualmente a jornada semanal para 40 horas sem corte de salário. Críticos temem que a medida amplie desemprego e informalidade, mas o Executivo aposta na proposta como vitrine em ano eleitoral.
Com informações de Gazeta do Povo