HAVANA – 14/05/2026 – Um extenso blecaute que deixou cerca de 70% de Cuba sem eletricidade desencadeou, nas últimas horas, uma série de protestos em vários bairros de Havana. Moradores de San Miguel del Padrón, Diez de Octubre e Praça da Revolução saíram às ruas batendo panelas e entoando palavras de ordem contra o governo de Miguel Díaz-Canel.
A estatal União Elétrica (UNE) confirmou à agência EFE que a interrupção ocorreu em um momento de alta demanda energética, agravando a já delicada situação do sistema elétrico nacional.
Oferta de ajuda dos EUA continua rejeitada
Os atos de contestação ganham força enquanto o governo cubano ignora uma proposta americana de US$ 100 milhões em ajuda humanitária, divulgada novamente nesta quarta-feira (14) pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. O plano prevê que os recursos sejam distribuídos em parceria com a Igreja Católica e outras organizações humanitárias consideradas “independentes e confiáveis”.
Washington afirma ter feito ofertas privadas nos últimos meses, incluindo a instalação de serviço de internet via satélite gratuito para a população. Todas foram recusadas por Havana.
Na sexta-feira passada, o chanceler Bruno Rodríguez classificou a proposta como “fábula”. Hoje, Díaz-Canel voltou a responsabilizar os Estados Unidos pelo agravamento dos apagões, acusando o país de impor um “bloqueio de energia” que, segundo ele, intimida fornecedores internacionais de combustível.
Declarações de autoridades americanas
Em entrevista à Fox News, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a economia cubana é controlada por “uma empresa pertencente a generais militares”, que reteria a maior parte dos recursos financeiros da ilha.
Até o momento, não há informações sobre detenções ou registro de confrontos durante as manifestações. O governo cubano não anunciou novas medidas para lidar com a crise energética nem indicou disposição para reconsiderar a oferta norte-americana.
Com informações de Gazeta do Povo