Brasília — O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na noite de segunda-feira (4) que contrair dívidas “é natural e saudável” para a economia, desde que haja gestão responsável. A declaração foi feita durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, no qual o titular da pasta apresentou as principais modificações da segunda fase do Desenrola.
O que muda no Desenrola 2
Segundo Durigan, a nova etapa do programa foi aprimorada após lições colhidas na primeira edição. A principal alteração é a eliminação do leilão coletivo do saldo devedor. Agora, os próprios bancos que aderirem ao Desenrola 2 entrarão em contato direto com possíveis beneficiários.
O ministro relatou ainda que a exclusão do nome dos cadastros de inadimplentes só ocorrerá após o pagamento integral do débito ou, pelo menos, da primeira parcela. Qualquer atraso posterior recolocará o CPF nas listas de negativação. “O desconto é tão grande e os juros tão pequenos que não esperamos inadimplência”, afirmou.
Medidas de apoio e proteção
Durigan citou iniciativas recentes do Banco Central, que passou a exigir das instituições financeiras comunicação ativa sobre saldos devedores, direitos do consumidor e conteúdos de educação financeira.
Outra frente destacada foi a decisão do Supremo Tribunal Federal que manteve a validade da inclusão do mínimo existencial no Código de Defesa do Consumidor — montante considerado indispensável à sobrevivência e, por isso, imune a cobrança de dívidas.
Autobloqueio em sites de apostas
O ministro confirmou que, ao aderir ao Desenrola 2, o cidadão terá o CPF automaticamente bloqueado para apostas em todas as plataformas regulamentadas. A exclusão poderá ser solicitada diretamente no portal gov.br.
Durigan reforçou que a Fazenda “aprendeu com os erros” da primeira fase e espera que o novo formato incentive a regularização dos débitos das famílias de forma mais ágil e segura.
Com informações de Gazeta do Povo