No sábado (2), a pastora Helena Raquel usou a tribuna do 41º Congresso dos Gideões 2026, realizado em Camboriú (SC), para orientar mulheres vítimas de violência doméstica a procurarem as autoridades em vez de apenas orar pelos agressores. A fala viralizou nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o enfrentamento da violência dentro das igrejas.
Baseada no capítulo 19 do livro de Juízes, que descreve agressões contra uma mulher, a pregadora criticou a cultura do silêncio em comunidades evangélicas. “A maioria das vítimas é orientada a não denunciar para evitar escândalo”, afirmou.
“Pare de orar por ele hoje”
Durante a ministração, Helena Raquel dirigiu-se diretamente às vítimas: “Comece a orar por você e procure, com urgência, uma delegacia de apoio à mulher ou outro local seguro. Não acredite em pedidos de desculpas; quem agride, mata”.
Recado a pais e responsáveis
A pastora também falou a familiares de menores: “Pedófilo não é ungido, é criminoso. Pai e mãe, levantem-se e façam a denúncia agora”. Segundo ela, não existe compatibilidade entre função pastoral e comportamento abusivo.
Canais de denúncia
Para reforçar o apelo, a líder religiosa citou serviços disponíveis: o Disque 100, que recebe queixas de violações de direitos humanos, e o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher.
Apoio de Damares Alves
Após a repercussão, a senadora Damares Alves elogiou a postura da pregadora. Em publicações nas redes, a parlamentar lembrou pesquisa que aponta que 42% das mulheres evangélicas entrevistadas já sofreram algum tipo de violência doméstica. “Obrigada, pastora Helena Raquel, por sua coragem”, escreveu.
O pronunciamento de Helena Raquel segue ecoando entre fiéis e lideranças religiosas e reforça a discussão sobre o papel das igrejas no combate à violência contra a mulher.
Com informações de Guiame