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Zema usa pré-campanha para criticar STF e propõe novas regras de impeachment de ministros

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Brasília — 27/04/2026. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, intensificou nas últimas semanas as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e apresentou sugestões de mudanças estruturais na Corte.

Apontado por aliados de Flávio Bolsonaro como possível vice em uma chapa da direita, Zema tem se colocado como a principal voz entre os presidenciáveis a defender investigações sobre ministros do STF. Em entrevistas à GloboNews e à RedeTV, o político afirmou que Alexandre de Moraes e Dias Toffoli “não estão acima da lei” e classificou o Supremo como “grande causador de crises” no país.

Na mesma ocasião, o ex-governador disse que as penas impostas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro são “desproporcionais”, chegando a qualificar as decisões como “verdadeiro atentado à democracia”. Zema também alegou ser alvo de perseguição depois que o ministro Gilmar Mendes pediu a Alexandre de Moraes que o incluísse no inquérito das fake news.

Propostas para a Corte

Durante o Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, Zema defendeu que o processo de impeachment de ministros do STF possa ser aberto com maioria simples dos senadores, retirando do presidente do Senado o poder de barrar a tramitação. Em entrevista ao portal Metrópoles, detalhou projeto do partido Novo que fixa idade mínima de 60 anos para futuras indicações ao Supremo. A exigência, argumenta ele, limitaria o tempo de permanência na Corte a no máximo 15 anos, já que a aposentadoria compulsória ocorre aos 75.

O presidenciável também sugeriu que parte das vagas seja reservada a juízes ou procuradores de carreira, com o objetivo de priorizar experiência jurídica em detrimento de indicações estritamente políticas.

Contexto eleitoral

Embora ainda não haja definição sobre eventuais coligações, Zema é apontado como trunfo eleitoral por garantir influência em Minas Gerais, estado considerado decisivo em disputas presidenciais. A eleição de 2026 renovará dois terços do Senado, Casa responsável por julgar pedidos de impeachment de ministros do STF, o que amplia a relevância do debate proposto pelo ex-governador.

A pré-campanha de Zema foi lançada em 2025. Desde então, ele mantém agenda de entrevistas e eventos em que combina críticas à Suprema Corte com propostas de reforma do Judiciário.

Com informações de Gazeta do Povo