Operações militares lideradas pelos Estados Unidos na Venezuela e no Irã, entre janeiro e fevereiro de 2026, escancararam limitações técnicas de radares e baterias antiaéreas fabricados na China. Equipamentos considerados de ponta foram neutralizados, levantando questionamentos sobre a confiabilidade do arsenal exportado por Pequim.
Radares “cegos” durante a captura de Maduro
Na ação que terminou com a captura de Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, radares JY-27A fornecidos pela China não detectaram a aproximação de mais de 150 aeronaves norte-americanas. Segundo militares dos EUA, ofensivas de guerra cibernética “apagaram” a capacidade de rastreamento desses sistemas, vendidos por Pequim como aptos a localizar aviões “invisíveis”.
HQ-9B inoperante diante de bombardeios a Teerã
Em 28 de fevereiro, ataques coordenados por Estados Unidos e Israel atingiram mais de 20 províncias iranianas. As baterias de mísseis HQ-9B, instaladas para proteger a capital, falharam e não impediram a destruição de instalações estratégicas nem a morte de líderes políticos e militares do regime islâmico.
Episódios semelhantes em outros países
O Paquistão também registra problemas. Durante confronto com a Índia, em maio de 2025, mísseis indianos superaram sistemas chineses, alcançando bases estratégicas paquistanesas. Fontes de defesa locais informam que outras nações compradoras já revisam contratos e avaliam substituições de seus equipamentos.
Participação chinesa no mercado de armas
A China ocupa a quinta posição entre os maiores exportadores de armamento do mundo e mantém contratos em 48 países da Ásia, África e América Latina. As recentes falhas, porém, abalaram a reputação de “tecnologia infalível” defendida por Pequim.
Resposta oficial de Pequim
Questionado sobre as falhas, o Ministério das Relações Exteriores chinês evitou comentá-las e acusou Washington de violar a soberania de Venezuela e Irã. Não houve explicações técnicas sobre a neutralização dos radares e mísseis.
Com informações de Gazeta do Povo