Brasília — A deputada federal Simone Marquetto (PP-SP) protocolou, nesta quinta-feira (25/04/2026), um requerimento para que a Câmara dos Deputados aprove uma moção de repúdio às declarações da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) contra o sacerdote católico frei Gilson.
Thronicke acusou o religioso de misoginia após a divulgação de um vídeo em que ele defende a liderança masculina no âmbito familiar e critica a chamada “ideologia do empoderamento feminino”. Nas redes sociais, a senadora classificou o frade como “falso profeta”, citou o versículo Êxodo 20:7 e cobrou providências da Igreja Católica.
Católica praticante e próxima a frei Gilson, Marquetto argumentou que o episódio configura intolerância religiosa. “O debate democrático exige firmeza, mas também responsabilidade e civilidade. Não podemos normalizar ataques à fé e às lideranças que servem ao povo com dignidade”, declarou a parlamentar ao justificar o pedido.
A iniciativa recebeu o respaldo do presidente do Progressistas em São Paulo, deputado federal Mauricio Neves (PP-SP). Para o aliado, o Congresso Nacional precisa reagir a manifestações que incentivem a intolerância religiosa. “A liberdade religiosa é um direito fundamental e precisa ser respeitada em qualquer circunstância”, afirmou.
Marquetto tem se destacado como representante da comunidade católica no Legislativo. Ela é autora da lei que instituiu o Dia Nacional do Rosário da Virgem Maria e promoveu sessão solene para a visita da imagem peregrina de São Miguel Arcanjo, trazida do Monte Gargano (Itália) ao Brasil. Recentemente, apareceu em um vídeo ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sendo citada como possível vice em sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Com a apresentação do requerimento, caberá à Mesa Diretora da Câmara decidir se a moção de repúdio será incluída na pauta de votações do plenário.
Com informações de Gazeta do Povo