O projeto de lei que buscava autorizar a morte assistida para pacientes terminais na Inglaterra e no País de Gales perdeu o prazo para votação na Câmara dos Lordes e, consequentemente, não seguirá adiante nesta sessão legislativa do Parlamento britânico.
A proposta, apresentada pela deputada trabalhista Kim Leadbeater, permitiria que adultos com doenças terminais e expectativa de vida inferior a seis meses recebessem ajuda médica para colocar fim à própria vida. O procedimento dependeria da aprovação de dois médicos, de um painel técnico de especialistas e exigiria que o paciente administrasse a substância letal por conta própria.
O texto havia passado pela Câmara dos Comuns em duas votações em 2025, mas chegou à Câmara dos Lordes somente em setembro do mesmo ano. Desde então, mais de 1.280 emendas foram apresentadas, o que alongou os debates e impediu a conclusão da análise antes do encerramento da atual sessão parlamentar, nesta semana.
Parlamentares contrários ao projeto alegaram que o texto carecia de salvaguardas para idosos, pessoas com deficiência e outros grupos vulneráveis. Já os defensores da medida afirmam que pretendem reapresentar uma proposta semelhante na próxima sessão legislativa.
Com informações de Gazeta do Povo