Manifestantes ligados ao partido de direita Chega realizaram, na manhã de terça-feira, 20 de abril de 2026, um protesto em frente ao Palácio de Belém, em Lisboa, contra a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Portugal.
O ato ocorreu enquanto Lula almoçava com o presidente português, António José Seguro. Cartazes com frases como “Lula Ladrão” e críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) foram erguidos por simpatizantes da sigla portuguesa.
Declarações de André Ventura
Durante a manifestação, o deputado André Ventura, líder do Chega, disse que o partido protesta “sempre que Lula da Silva vem cá” e que “pessoas dignas” deveriam se posicionar contra a corrupção. Ventura afirmou ainda que, se dependesse dele, Portugal não daria recepção oficial a figuras que considera corruptas, comparando o caso brasileiro a líderes como o da Coreia do Norte.
Questionado por jornalistas sobre como agiria caso estivesse no governo, o parlamentar respondeu que “é de evitar a presença de corruptos em território português”.
Cronograma da visita
A passagem de Lula por Lisboa faz parte de uma agenda europeia que incluiu compromissos anteriores na Espanha e na Alemanha. Mais cedo, o presidente brasileiro encontrou-se com o primeiro-ministro Luís Montenegro e, em seguida, deslocou-se ao Palácio de Belém para o almoço com Seguro.
Apoio e contraponto
A poucos metros do protesto, o diretório do PT em Lisboa reuniu simpatizantes para um ato de apoio. Os participantes exibiram bandeiras do Brasil, de Portugal e do partido, além de cartazes com mensagens pró-Lula, como “Lula 2026”.
Críticas a expulsão de delegado da PF
Antes de chegar a Portugal, em entrevista concedida em Hannover, Alemanha, Lula criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de expulsar um delegado da Polícia Federal que atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). O agente é acusado de ter manipulado sistemas de imigração para justificar, na semana anterior, a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem em Orlando, Flórida.
Integrantes do Chega, como o líder parlamentar Pedro Pinto, também aproveitaram a manifestação em Lisboa para dizer que o partido apoia apenas a permanência de brasileiros que, segundo ele, “trabalham e vêm por bem”, afirmando que “outros podem ir embora”.
Sem alterações na programação oficial, Lula manteve os compromissos previstos com as autoridades portuguesas e segue viagem pela Europa após a passagem pela capital lusitana.
Com informações de Gazeta do Povo