Brasília – A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), determinou o afastamento de 12 diretores e superintendentes do Banco de Brasília (BRB) vinculados à antiga gestão investigada pela tentativa de aquisição do Banco Master. A decisão foi tomada na quarta-feira (8) para evitar possíveis interferências nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Segundo apurações divulgadas por GloboNews e pelo portal Metrópoles, os nomes dos executivos não foram revelados. Todos são servidores concursados e continuarão no quadro do banco, porém sem funções de comando.
Por negociar ações em bolsa, o BRB deverá comunicar formalmente seus acionistas sobre as mudanças na diretoria nos próximos dias. Até a última atualização, o fato relevante exigido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ainda não havia sido publicado.
Auditoria externa entregue à Polícia Federal
Na terça-feira (7), o BRB informou ao mercado que concluiu auditoria externa sobre as operações envolvendo o Banco Master. O trabalho, produzido pelo escritório Machado Meyer Advogados com apoio técnico da consultoria Kroll, foi encaminhado à Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.
As suspeitas recaem sobre a tentativa de compra do Banco Master, de propriedade do banqueiro Daniel Vorcaro, e sobre a aquisição de aproximadamente R$ 12 bilhões em carteiras de crédito consideradas fraudulentas. Relatório preliminar enviado em fevereiro à PF apontou indícios de gestão fraudulenta na administração anterior do banco estatal.
Prejuízo potencial de R$ 5 bilhões
Informações já colhidas pela investigação indicam risco de prejuízo de até R$ 5 bilhões ao BRB. Na semana passada, a instituição adiou a divulgação do balanço de 2025, que deve refletir o impacto financeiro das negociações com o Master.
Ao anunciar o afastamento, Celina Leão ressaltou que a medida não representa “julgamento antecipado” dos envolvidos e que pretende preservar a lisura das apurações.
Com informações de Gazeta do Povo