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Coluna mostra como usar “isto”, “isso” e “aquilo” com poema de Cecília Meireles

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A revisora e redatora Verônica Bareicha publicou na manhã de 7 de abril de 2026, no portal Pleno News, um artigo dedicado a esclarecer o uso dos pronomes demonstrativos em português. Tomando como ponto de partida o poema “Ou isto ou aquilo”, de Cecília Meireles, a autora detalha quando empregar “isto”, “isso”, “aquilo” e suas variações no espaço, no tempo e dentro do próprio texto.

Distância no espaço

Bareicha lembra que os demonstrativos indicam proximidade física. Segundo ela, “este” se refere a algo próximo do emissor, “esse” aponta para algo perto do receptor e “aquele” designa algo distante de ambos. A colunista exemplifica com situações cotidianas, como escolher um chocolate à mão (“este”) ou admirar um objeto do outro lado da rua (“aquele”).

Referência no tempo

No campo temporal, o texto define “este” como marcador do presente, “esse” para passado recente e “aquele” para passado distante. A autora ilustra: “Este dia exige escolhas”, “Esse dia foi difícil” e “Aquele tempo parecia mais simples”.

Função dentro do texto

A coluna também ressalta a função de antecipar ou retomar ideias. “Isto/este” apontam para informações que ainda serão apresentadas, enquanto “isso/esse” retomam conteúdo já exposto. No poema de Meireles, “ou isto ou aquilo” antecipa a lista de opções que surgem nos versos seguintes.

Exemplo prático

Ao corrigir usos comuns, Bareicha destaca que quem fala de dentro do Brasil deve empregar “neste país” e não “nesse país”, porque o locutor está no mesmo espaço sobre o qual comenta.

Formada em Letras e com mais de duas décadas de atuação como revisora, a autora utiliza a coluna para oferecer orientações gramaticais em linguagem acessível.

Com informações de Pleno.News