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Caixa da Oi encolhe 78% e administradora judicial prevê colapso em agosto

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Rio de Janeiro – A administradora judicial da Oi S.A. comunicou ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que a companhia não terá liquidez para seguir operando a partir de 1º de agosto. Segundo petição protocolada nesta quinta-feira (9) na 1ª Câmara de Direito Privado, a projeção de caixa disponível no fim de julho despencou quase 78%, de R$ 88,1 milhões para apenas R$ 19,6 milhões.

O documento atribui o rombo à “desconfiança do mercado” quanto à situação financeira da operadora, o que vem dificultando a captação de recursos necessários para renovação de portfólio e investimentos. A Oi chegou a requerer falência, mas o pedido foi negado e convertido em recuperação judicial, condicionada atualmente a uma liminar. O processo de falência, contudo, ainda é alvo de recurso.

Venda da V.tal suspensa

A administradora também citou a suspensão, pela mesma Câmara, da venda de 30% da participação da Oi na V.tal, operação que renderia R$ 4,5 bilhões. Credores rejeitaram a transação argumentando que o montante não cobriria dívidas trabalhistas; a proposta original avaliava o ativo em R$ 12,5 bilhões. A Justiça classificou a V.tal como “o bem mais valioso da Oi”.

Desempenho das ações

No momento da petição, os papéis ordinários da Oi (OIBR3) estavam cotados a R$ 0,13, queda de 77,97% em 12 meses. As ações preferenciais (OIBR4) valiam R$ 0,78, recuo anual de 90,45%.

Histórico de crises

A operadora já havia ingressado em recuperação judicial em 2016, quando a dívida alcançou R$ 65,4 bilhões. O processo se estendeu até 2022, tornando-se o mais longo do país.

Com o caixa em rápida deterioração e sem avanço nas negociações de venda de ativos, a administradora alerta que a continuidade das operações está ameaçada dentro de poucas semanas.

Com informações de Gazeta do Povo