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Milhões de dólares turbinam ala socialista do Partido Democrata e acirram disputa sobre apoio a Israel

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Washington (EUA) – Um novo comitê de ação política, o American Priorities, criado em fevereiro de 2026, está injetando milhões de dólares nas campanhas dos Socialistas Democráticos da América (DSA), a vertente mais à esquerda do Partido Democrata, em meio às eleições parlamentares deste ano.

Quem é o American Priorities

O PAC surgiu com o objetivo de fazer frente ao AIPAC, tradicional grupo de lobby pró-Israel. Entre as metas declaradas estão pôr fim ao envio automático de ajuda militar a Israel e redirecionar a política externa dos Estados Unidos para a crise em Gaza.

Ascensão dos Socialistas Democráticos da América

O DSA vem ganhando espaço dentro do partido, impulsionado por eleitores jovens e urbanos insatisfeitos com o custo de vida e com a política convencional. Entre os nomes de destaque estão o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e candidatas que venceram recentes primárias no Colorado e em Nova York.

Origem dos recursos e polêmica interna

Parte significativa do financiamento do American Priorities é atribuída ao empresário palestino-americano Sam Mahrouq. Críticos apontam que o doador também contribuiu para políticos republicanos alinhados ao movimento MAGA, associado ao ex-presidente Donald Trump, levantando acusações de que adversários ideológicos estariam financiando a ala progressista democrata.

Trump reage e fala em “ameaça histórica”

Em pronunciamento durante as celebrações de 4 de Julho, Donald Trump classificou o crescimento socialista como “uma das maiores ameaças” já enfrentadas pelos Estados Unidos. O republicano comparou o fenômeno ao comunismo e disse que o avanço deve ser combatido “como um câncer” para evitar a tomada das instituições.

Impacto dentro do Partido Democrata

Analistas ouvidos apontam que, embora ainda minoria, o grupo bem organizado e financiado do DSA vem deslocando o eixo do partido. O resultado prático é a revisão de pautas consagradas, como o apoio incondicional a Israel, que se torna cada vez mais controverso entre eleitores democratas.

As disputas internas prometem se intensificar até novembro, quando os americanos irão às urnas para renovar a Câmara e um terço do Senado.

Com informações de Gazeta do Povo