Home / Economia / Planalto articula pacote para renegociar dívidas e cortar preço do diesel às vésperas da eleição

Planalto articula pacote para renegociar dívidas e cortar preço do diesel às vésperas da eleição

ocrente 1775522073
Spread the love

Brasília — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu-se na manhã desta segunda-feira, 6 de abril de 2026, fora da agenda oficial, com a nova equipe econômica para acertar um conjunto de ações destinado a aliviar o endividamento das famílias e reduzir o preço do diesel, medidas vistas como essenciais para recuperar popularidade antes do pleito de outubro.

Participaram do encontro o ministro da Fazenda, Dario Durigan; a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior; e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Os três assumiram as pastas após a saída dos titulares que disputarão cargos eletivos.

Renegociação de dívidas

Segundo integrantes do governo, está em estudo a reedição de um programa nos moldes do Desenrola Brasil, que no ano passado permitiu descontos significativos a pessoas de baixa renda. A nova versão pretende alcançar um público maior, com participação ampliada de bancos e financeiras.

Também entrou na pauta a expansão do crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada e a definição de um teto para os juros do rotativo do cartão de crédito, cuja taxa média ultrapassa 435% ao ano.

Combustíveis

No campo energético, a equipe prepara uma medida provisória capaz de baratear o litro do diesel em até R$ 1,20. O corte viria de uma subvenção federal e estadual à importação, estimada em R$ 3 bilhões por dois meses.

O pacote pode incluir ainda a isenção de PIS e Cofins sobre o querosene de aviação, que subiu 18% na semana passada. A intenção é conter novos repasses a passagens aéreas, transportes e alimentos, setores sensíveis à alta do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio.

Jornada de trabalho

Paralelamente, o governo prepara o envio de um projeto de lei com urgência constitucional para reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas e instituir dois dias de descanso. A meta é aprovar a mudança antes das eleições de outubro, quando Lula buscará a reeleição.

As iniciativas são vistas no Planalto como essenciais para estimular o consumo e frear pressões inflacionárias que têm contribuído para a recente queda nos índices de aprovação presidencial.

Com informações de Gazeta do Povo