O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (4) que o Irã tem 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentará “graves consequências militares”. O ultimato foi anunciado após a derrubada de duas aeronaves norte-americanas, fato que elevou a tensão no Oriente Médio e provocou instabilidade no mercado de petróleo.
Prazo final
O limite imposto por Trump expira na segunda-feira, 6 de abril. O governo norte-americano havia concedido inicialmente dez dias para que Teerã aceitasse um novo acordo ou liberasse a passagem marítima. Mensagens recentes do presidente indicam que não haverá prorrogação do prazo.
Importância estratégica
Responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, o Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Qualquer bloqueio nesse corredor marítimo impacta imediatamente a oferta global de energia e faz os preços internacionais do combustível dispararem.
Incidentes aéreos
A escalada militar ganhou novo patamar na sexta-feira (4), quando o Irã abateu um caça F-15E Strike Eagle dos EUA — o piloto segue desaparecido e Washington conduz buscas na região, enquanto Teerã oferece recompensa por sua captura. Um avião de ataque A-10 Thunderbolt também foi atingido, mas o piloto conseguiu ejetar em segurança no espaço aéreo do Kuwait.
Possíveis alvos de retaliação
Caso o Irã mantenha o bloqueio, Trump prometeu destruir infraestruturas vitais para a economia iraniana, como usinas de dessalinização, plantas de geração de energia e instalações nucleares. Um edifício auxiliar da usina de Bushehr já foi danificado por estilhaços em confrontos anteriores, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica.
Efeitos econômicos no Irã
O conflito, que já dura cinco semanas, alcançou áreas estratégicas do país. Explosões recentes foram registradas na Zona Petroquímica Especial de Mahshahr, centro da produção de derivados de petróleo. Teerã tenta usar a possível captura do piloto norte-americano como vantagem diplomática, enquanto os EUA reiteram que empregarão força máxima para garantir a navegação no Estreito de Ormuz.
Restando menos de dois dias para o término do prazo, a comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos que podem redefinir a segurança energética global e a estabilidade no Oriente Médio.
Com informações de Gazeta do Povo