Home / Internacional / Pentágono estuda operação pontual para tomar Ilha de Kharg e cortar exportações de petróleo do Irã

Pentágono estuda operação pontual para tomar Ilha de Kharg e cortar exportações de petróleo do Irã

ocrente 1775184549
Spread the love

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos avalia a possibilidade de uma ofensiva terrestre restrita no Irã, focada na ocupação da Ilha de Kharg, por onde escoam cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas. A discussão ocorre em meio à guerra iniciada em fevereiro de 2026, enquanto o presidente Donald Trump evita confirmar publicamente planos de invasão em grande escala.

Objetivo estratégico

Segundo especialistas consultados pelo Pentágono, a captura de Kharg permitiria a Washington controlar o principal ponto de saída do petróleo persa. Trump indicou que a presença militar permanente na ilha poderia pressionar economicamente Teerã e afetar sua capacidade de financiar o conflito.

Dimensão da operação

Fontes militares descartam uma campanha ampla, citando o efetivo iraniano estimado em 1,5 milhão de soldados. O cenário mais provável envolve ações cirúrgicas conduzidas por forças especiais e unidades de infantaria convencional, limitadas a alvos na costa e a instalações petrolíferas, com duração prevista de semanas a poucos meses.

Como seria o ataque

A ofensiva à Ilha de Kharg incluiria paraquedistas e um assalto aeromóvel, no qual tropas seriam transportadas por helicópteros e aeronaves de decolagem vertical, como o V-22 Osprey, a partir do litoral da Arábia Saudita. O êxito da missão dependeria da supremacia aérea dos EUA e da neutralização prévia de mísseis e drones iranianos.

Riscos e limitações

Mesmo que Kharg seja ocupada, analistas advertem que o conflito pode se arrastar. A operação não garante a reabertura do Estreito de Ormuz, vital para o fluxo global de petróleo, e eventuais danos às instalações da ilha podem agravar a crise econômica mundial. Além disso, a atual liderança política do Irã é vista como altamente radicalizada, reduzindo a eficácia de sanções econômicas como instrumento de negociação.

Por ora, o Pentágono segue mobilizando tropas de infantaria e planejando possíveis rotas de ataque, enquanto a Casa Branca mantém discurso ambíguo sobre a necessidade de uma ação terrestre.

Com informações de Gazeta do Povo