Brasília — O Senado aprovou nesta terça-feira, 31 de março, a medida provisória que garante reajuste salarial de até 28,4% para policiais militares, civis e bombeiros do Distrito Federal. O aumento, em vigor desde 1.º de dezembro de 2025, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os percentuais variam conforme posto, classe e patente. Para policiais militares e bombeiros do DF, o índice máximo é de 28,4%. Na Polícia Civil, o acréscimo chega a 27,27% para a categoria especial e a 24,43% para a terceira categoria.
A votação ocorreu de forma simbólica, com apenas o senador Eduardo Girão (Novo-CE) registrando voto contrário. Como o texto sofreu ajustes durante a tramitação, a matéria precisa da assinatura presidencial para ter validade definitiva.
Benefícios também a ex-territórios
A medida alcança ainda policiais militares e bombeiros dos antigos territórios federais transformados em estados — Amapá, Roraima e Rondônia —, que receberão 24,32% de reajuste, parcelado em duas etapas.
Impacto nos salários e benefícios
Com o novo índice, o soldo de um coronel da Polícia Militar passou de R$ 3.195 para R$ 4.800 entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, avanço próximo de 50%. Entre os delegados da categoria especial da Polícia Civil, o aumento supera R$ 8 mil.
O auxílio-moradia para policiais militares e bombeiros também foi elevado em 24,3%, implicando custo adicional estimado em R$ 25,7 milhões.
Pressão orçamentária
De acordo com projeções oficiais, o impacto da medida será de R$ 203,1 milhões em 2025, saltando para cerca de R$ 3 bilhões nos exercícios de 2026 e 2027. Para compensar parte da despesa, o governo prevê extinguir 344 cargos vagos de médico e sociólogo no Ministério da Gestão e da Inovação.
Com informações de Gazeta do Povo