Norfolk (Virgínia) – O porta-aviões nuclear USS Gerald R. Ford, considerado o maior do planeta, atracou neste sábado (16) na Base Naval de Norfolk, Virgínia, marcando o fim de uma missão de 11 meses que incluiu ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã.
Deslocamento mais longo desde a Guerra do Vietnã
Lançado ao mar em 24 de junho de 2025 para uma patrulha de paz pelo Mediterrâneo e pelo Mar do Norte, o navio teve a rota alterada em outubro. A ordem partiu do secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, que enviou o Gerald R. Ford ao Caribe diante da escalada contra o regime de Nicolás Maduro.
Em janeiro de 2026, o porta-aviões participou da operação que culminou na captura do ditador venezuelano, transferido depois para Nova York, onde aguarda julgamento. Pouco depois, com o início da guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, a embarcação foi reposicionada no Oriente Médio para integrar o dispositivo militar dos EUA na região.
Números da missão
Segundo a Marinha dos Estados Unidos, o grupo de ataque do Gerald R. Ford percorreu mais de 57,7 mil milhas náuticas, realizou 23 reabastecimentos em alto-mar, somou mais de 5,7 mil horas de voo e promoveu 12,2 mil lançamentos de aeronaves.
CNN e Associated Press relataram que, durante a campanha, a tripulação enfrentou um incêndio a bordo e falhas recorrentes no sistema de encanamento, problemas que levantaram dúvidas sobre o desgaste do navio e dos militares em uma missão tão prolongada.
Reconhecimento em casa
Recebido em Norfolk, o secretário Pete Hegseth elogiou o desempenho da tripulação. “Por quase um ano, vocês mantiveram a linha por nossa nação”, disse. O grupo recebeu a Presidential Unit Citation, a mais alta condecoração coletiva das Forças Armadas dos EUA, pelo papel desempenhado nas operações na Venezuela e no Irã.
Com milhares de militares a bordo, o retorno do Gerald R. Ford representa a conclusão da mais longa missão operacional de um porta-aviões americano desde o fim da Guerra do Vietnã.
Com informações de Gazeta do Povo