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Chefe da PF afirma independência em meio a apurações sobre Banco Master e Lulinha

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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, declarou nesta segunda-feira (30.mar.2026) que a corporação conduz suas investigações “com isenção” e sem qualquer orientação política ou ideológica. A manifestação ocorreu durante a cerimônia pelos 82 anos da PF, em Brasília.

Rodrigues defendeu o trabalho dos policiais no momento em que avançam as apurações sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, além de investigações que apontam possível participação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em esquema de desvio de benefícios de aposentados e pensionistas.

“Tenho total tranquilidade em afirmar que jamais houve direcionamento de qualquer atuação ou investigação. A Polícia Federal não protege nem persegue; trabalhamos com isenção”, afirmou o diretor-geral.

Reações e defesa institucional

Segundo Rodrigues, a postura independente da PF tem provocado tentativas de enfraquecimento da instituição. “Aqueles que nos atacam saibam que este diretor-geral será a primeira voz a defender a nossa casa, sem recuar um milímetro do cumprimento de nossas atribuições constitucionais”, disse.

Parcerias com outros órgãos

O chefe da PF ressaltou a cooperação com o Banco Central nas investigações sobre o sistema financeiro e elogiou o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, pela atuação técnica. Também destacou o trabalho do presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi, alvo de questionamentos recentes.

Na última sexta-feira (27.mar.2026), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, restringiu o envio de relatórios de inteligência financeira pelo Coaf após a divulgação de dados que citavam integrantes da Corte e seus familiares.

Rodrigues concluiu afirmando que “uma Polícia Federal forte interessa a quem cumpre a lei, e não a quem compactua com o crime”.

Com informações de Gazeta do Povo