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Casa Branca ameaça emissoras de TV após reportagens sobre danos a aviões em ataque iraniano

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Washington (EUA) – 27.mar.2026 – O governo dos Estados Unidos elevou a pressão contra emissoras de rádio e televisão depois de contestar a cobertura da guerra contra o Irã. A Casa Branca, respaldada pela Comissão Federal de Comunicações (FCC), advertiu nesta sexta-feira (27) que veículos que propagarem informações consideradas enganosas podem enfrentar obstáculos na renovação de suas licenças.

Licenças na mira

O presidente da FCC, Brendan Carr, afirmou que concessões públicas devem servir ao interesse do público. Segundo ele, canais que “deliberadamente distorcerem fatos” poderão sofrer sanções severas, inclusive a perda do direito de transmitir em frequência aberta.

Reportagens que desagradaram Trump

A tensão aumentou depois de matérias do The Wall Street Journal e do New York Times relatarem que um ataque iraniano em 13 de março teria causado “danos graves” a aeronaves militares norte-americanas estacionadas na Arábia Saudita. O presidente Donald Trump negou a versão, dizendo que a maioria dos aviões voltou a operar rapidamente e acusou os jornais de serem “intencionalmente enganosos”.

Críticas à cobertura do conflito

Para a Casa Branca, parte da imprensa destaca riscos, erros e custos do confronto, minimizando avanços militares obtidos contra o programa nuclear e de mísseis do Irã. Auxiliares do presidente sustentam que esse “tom pessimista” pode reduzir o apoio da opinião pública à campanha militar.

Limites constitucionais

Especialistas lembram que a Primeira Emenda da Constituição norte-americana oferece ampla proteção à liberdade de imprensa. Decisões anteriores da Suprema Corte reforçam que o governo não pode punir uma empresa de comunicação apenas por discordar de seu conteúdo editorial. Parlamentares da oposição classificaram as ameaças da FCC como “inconstitucionais” e um ataque direto à liberdade de expressão.

Histórico de atritos

Trump já processou a CBS por suposta edição tendenciosa de uma entrevista de uma adversária política e a britânica BBC por um documentário sobre a invasão ao Capitólio. Ele também critica frequentemente apresentadores de talk-shows, como Jimmy Kimmel e Stephen Colbert, a quem acusa de agirem como “braços do Partido Democrata”.

Até o momento, nenhuma emissora teve a licença suspensa, mas executivos do setor classificam o clima de incerteza regulatória como o mais grave desde a criação da FCC, em 1934.

Com informações de Gazeta do Povo