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Ataque hacker obriga BTG Pactual a suspender operações via Pix

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São Paulo, 22 de março de 2026 – O BTG Pactual interrompeu temporariamente todas as transações pelo Pix após detectar, na manhã deste domingo (22), um ataque hacker aos seus sistemas. A decisão foi anunciada em nota oficial que classificou as movimentações suspeitas como “atividades atípicas” e assegurou que nenhuma conta de cliente foi acessada nem houve exposição de dados pessoais.

Prejuízo inicial de R$ 100 milhões

Fontes ouvidas pelo jornal O Globo estimam que os criminosos tenham conseguido desviar, inicialmente, cerca de R$ 100 milhões. O banco, contudo, teria recuperado parte relevante do montante, restando entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões ainda não devolvidos. Os valores desviados pertenciam ao próprio BTG, mantidos em contas de liquidação junto ao Banco Central (BC), e não a correntistas.

Os primeiros indícios da invasão foram percebidos pelo BC por volta das 6h. A autoridade monetária disparou alertas ao BTG, mas não teve suas plataformas comprometidas.

Terceiro incidente com Pix em março

O episódio amplia a lista de ataques relacionados ao sistema de pagamentos instantâneos em março. Antes do BTG, o Ministério Público de Goiás e a financeira Pefisa S.A. também enfrentaram problemas de segurança vinculados ao Pix, conforme registros do Banco Central.

Série de ataques bilionários

O setor financeiro vem contabilizando prejuízos expressivos provocados por hackers nos últimos meses. Em julho de 2025, a invasão à empresa de tecnologia C&M Software resultou no desvio de aproximadamente R$ 800 milhões de diversas instituições. Dois meses depois, a Sinqia foi explorada e sofreu perda estimada em R$ 710 milhões, envolvendo o HSBC e a Sociedade de Crédito Direto Artta. Na ocasião, o BC conseguiu bloquear a maior parte dos recursos antes de sua dispersão.

O próprio BTG esteve envolvido em outro episódio de segurança em 2024, quando o Banco Central identificou o vazamento de dados de cerca de 8 mil chaves Pix da instituição, contendo informações cadastrais como nome, CPF parcialmente mascarado, agência e número da conta.

Enquanto a investigação do novo ataque prossegue, o BTG Pactual afirma que a proteção das informações permanece “prioridade absoluta” e orienta clientes a recorrerem aos canais oficiais para eventuais esclarecimentos.

Com informações de Gazeta do Povo