O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), estuda entregar o cargo antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcada para a próxima terça-feira, 24 de outubro. Segundo interlocutores ouvidos pelo UOL, a saída antecipada seria uma tentativa de reduzir o risco de cassação.
Ainda que renuncie, o processo no TSE seguirá em curso. Caso seja condenado, Castro poderá ficar inelegível pelos próximos anos. O governador responde por suposto abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2022, em investigação que envolve a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Até o momento, dois dos sete ministros da Corte já votaram pela cassação, o que aumenta a preocupação do Palácio Guanabara sobre o resultado final. A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, agendou uma sessão extraordinária para quarta-feira, 25, sinalizando intenção de concluir o julgamento ainda neste mês.
Impacto na linha sucessória
A possível renúncia também afeta a sucessão no Palácio Guanabara. Com a saída do vice e o afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil) — que é réu no mesmo processo e cumpre medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) —, a linha sucessória fica comprometida. Nos bastidores, discute-se a realização de uma eleição indireta para um governo-tampão até o pleito regular.
Planos futuros
Aliados avaliam que, mesmo em caso de condenação, Castro poderia tentar disputar uma vaga ao Senado nas eleições municipais de outubro, amparado por recurso que permita campanha sub judice.
Com informações de Direita Online