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Deputados democratas contestam na Casa Branca rotulação de PCC e Comando Vermelho como terroristas

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Um grupo de parlamentares do Partido Democrata enviou, em 7 de maio de 2026, uma carta ao governo de Donald Trump pedindo que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) não sejam incluídos na lista norte-americana de organizações terroristas estrangeiras.

Parlamentares alegam risco às relações bilaterais

Na mensagem, os deputados afirmam que a medida poderia prejudicar a cooperação diplomática entre Estados Unidos e Brasil. Segundo o documento, a designação “terrorista” sem o cumprimento estrito dos requisitos legais teria efeito contraproducente, enfraquecendo o combate ao crime organizado no continente e afetando a parceria estratégica com Brasília.

Impacto citado na política brasileira

Os congressistas norte-americanos também expressam receio de que a decisão influencie o cenário interno do Brasil. Com eleições nacionais marcadas para daqui a seis meses, eles argumentam que a classificação poderia ser usada como ferramenta de pressão externa ou até justificar ações militares mais agressivas por parte de Washington.

Alcance jurídico ampliado nos EUA

Se PCC e CV forem oficialmente rotulados como terroristas, o Departamento de Estado passa a ter poderes para congelar bens nos Estados Unidos, bloquear o acesso dos grupos ao sistema financeiro internacional e impor restrições de visto a qualquer colaborador.

Quem lidera a iniciativa

A carta foi articulada pelo deputado James P. McGovern, presidente de uma comissão de direitos humanos na Câmara. Também assinam integrantes da ala progressista, como as deputadas Rashida Tlaib e Delia Ramirez, que cobram a apresentação de provas concretas antes de qualquer decisão da Casa Branca.

Alternativa proposta

Em vez da tipificação como terrorismo, os democratas sugerem reforçar a cooperação policial multilateral, restringir o fluxo de armas fabricadas nos Estados Unidos para a América Latina, reduzir a demanda interna por drogas e investir em programas de fortalecimento institucional e combate à corrupção.

Com informações de Gazeta do Povo