WASHINGTON (17.mar.2026) – O diretor de contraterrorismo dos Estados Unidos, Joe Kent, entregou nesta segunda-feira (17) sua carta de demissão em protesto contra a ofensiva militar iniciada em 28 de fevereiro contra o Irã. A saída expôs divergências dentro da Casa Branca e entre apoiadores do presidente Donald Trump sobre a condução do conflito.
Motivos da demissão
Na carta encaminhada ao presidente, Kent afirmou não poder “respaldar uma guerra desnecessária”, argumentando que Teerã não representava ameaça imediata ao território americano. Segundo o ex-chefe de contraterrorismo, o ataque repete “erros estratégicos do passado” sem benefício prático para a população dos EUA.
Resposta oficial
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, rebateu as declarações, qualificando-as de “falsas”. Leavitt disse que existiam “evidências convincentes” de que o regime iraniano planejava atentados contra Washington e que a operação, coordenada com Israel, visa neutralizar o programa nuclear de Teerã e “salvar vidas americanas”.
Acusações de pressão externa
Kent sugeriu que a decisão de Trump foi influenciada por autoridades israelenses e grupos de lobby nos Estados Unidos. O governo classificou a acusação como “absurda” e reiterou que o presidente se opõe, por convicção própria, ao avanço nuclear iraniano.
Divisão no movimento MAGA
Embora a maioria dos republicanos apoie a investida militar, vozes de destaque do movimento “Make America Great Again” — como o apresentador Tucker Carlson e a jornalista Megyn Kelly — criticaram a intervenção e lembraram a promessa de Trump de evitar novos conflitos no Oriente Médio.
Posição do vice-presidente
Relatos indicam que o vice-presidente J.D. Vance expressou ceticismo antes do início dos bombardeios, mas, após o lançamento da operação, passou a defender publicamente a decisão. Vance declarou confiar no presidente e acreditar que o governo impedirá a repetição de “erros de guerras passadas”.
Com a saída de Kent, a Casa Branca precisa agora indicar um novo responsável pela área de contraterrorismo enquanto lida com críticas externas e internas ao prolongamento das ações militares.
Com informações de Gazeta do Povo