Jerusalém – O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira (17) que um bombardeio aéreo realizado durante a madrugada matou Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, cargo comparado ao de ministro da Defesa no país persa. Até o momento, Teerã não confirmou a morte do dirigente.
De acordo com a imprensa israelense, Larijani estava em um apartamento usado como refúgio, acompanhado do filho, quando o imóvel foi atingido. Em paralelo, a mídia estatal iraniana divulgou uma nota manuscrita atribuída ao próprio Larijani, prestando homenagem a marinheiros iranianos mortos em ação dos Estados Unidos.
Figura-chave em Teerã
Considerado um dos líderes mais influentes do regime, Larijani seria a autoridade de mais alto escalão morta desde o falecimento do aiatolá Ali Khamenei, ocorrido em ofensivas israelenses apoiadas por Washington. A morte do ex-líder supremo desencadeou uma série de ataques que já dura três semanas e soma mais de 2 mil vítimas fatais.
Tensão no Estreito de Ormuz
O Irã mantém o Estreito de Ormuz parcialmente fechado, afetando cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás natural. Apesar do apelo do presidente norte-americano, Donald Trump, nenhuma nação aliada se dispôs até agora a enviar navios de guerra para garantir a reabertura da rota.
No sábado (14), Trump solicitou o apoio de “alguns países” para manter o estreito “aberto e seguro”, pedido feito após o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, anunciar que a passagem estratégica continuaria interditada.
Última mensagem pública
Em seu pronunciamento mais recente — e possivelmente o derradeiro, caso a morte se confirme — Larijani criticou a ausência de solidariedade de nações muçulmanas aos iranianos após os ataques dos EUA e de Israel. Ele lamentou que “quase nenhum país islâmico” tivesse se posicionado em defesa do Irã e citou um provérbio atribuído ao profeta Maomé sobre a obrigação de socorrer quem clama por ajuda.
O dirigente também classificou os Estados Unidos como “infiéis” e apontou Israel como “inimigo” dos povos islâmicos. “O Irã é sincero e não busca dominá-los”, declarou.
As autoridades israelenses não divulgaram detalhes sobre a operação nem comentaram a situação do filho de Larijani, que estaria presente no momento do ataque.
Com informações de Gazeta do Povo