Brasília – Desde 28 de fevereiro de 2026, o Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, tornou-se o ponto mais tenso do conflito entre o Irã e a coalizão liderada por Estados Unidos e Israel. Bloqueios e ações militares reduziram em cerca de 90% a circulação de navios-tanque na região, responsável por escoar perto de 20% do petróleo bruto mundial e grandes volumes de gás natural liquefeito.
Pressão estratégica
O controle da passagem marítima dá ao Irã poder de barganha sobre a economia global. Qualquer interrupção eleva imediatamente os preços internacionais de combustíveis, com impacto no custo de vida de vários países.
Ataques e seletividade
Até meados de março, mais de uma dezena de embarcações foi alvo de minas navais, drones e mísseis. Teerã tem permitido apenas a travessia de navios de nações com as quais mantém diálogo, como Índia e Turquia, mantendo ameaças explícitas a cargueiros ligados a aliados de Washington e Tel Aviv.
Minas navais em foco
Relatórios apontam que o Irã dispõe de milhares de minas marítimas, artefatos de baixo custo que detonam ao contato ou proximidade de cascos. Em resposta, forças norte-americanas executaram em uma única noite operações para neutralizar navios iranianos especializados em lançar esses explosivos, na tentativa de reabrir a rota.
Reflexo no Brasil
A principal preocupação de Brasília é o abastecimento de fertilizantes que também transitam pela área. A crise eleva custos de frete, seguros e transporte, pressionando preços de alimentos e energia e alimentando a inflação doméstica.
Plano dos Estados Unidos
O governo Donald Trump trabalha para montar uma coalizão internacional de escolta a petroleiros. Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e França estão entre os convidados. Tóquio, porém, ainda avalia os riscos de envolvimento militar direto.
Apesar dos esforços diplomáticos, a rota segue parcialmente fechada, prolongando a tensão no principal corredor de energia do planeta.
Com informações de Gazeta do Povo