O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, preservou nesta semana sua autoridade para conduzir operações militares contra o Irã sem autorização prévia do Legislativo. Em votações realizadas na quarta-feira (4) e na quinta-feira (5), o Senado e a Câmara dos Deputados derrubaram propostas que pretendiam restringir os poderes da Casa Branca previstos na War Powers Resolution, de 1973.
No Senado, a resolução foi rejeitada por 53 votos a 47 na quarta-feira. No dia seguinte, os deputados também barraram iniciativa semelhante por 219 votos a 212. Os textos exigiam que qualquer escalada militar contra Teerã recebesse aval explícito do Congresso.
Parlamentares do Partido Democrata defenderam as medidas, argumentando que a Constituição concede ao Legislativo o direito de declarar guerra e questionando a existência de ameaça iminente que justificasse a ofensiva. Já representantes republicanos afirmaram que impor limites ao comandante-em-chefe colocaria em risco a operação em curso no Oriente Médio. O presidente da Câmara, Mike Johnson, classificou a possibilidade de retirar essa autoridade de Trump como “assustadora”.
O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou nesta semana que o governo cumpriu todos os requisitos legais de notificação ao Congresso. Segundo a administração Trump, a campanha militar contra o Irã pode se estender por várias semanas e tem como alvo infraestrutura estratégica iraniana, incluindo bases militares, instalações de mísseis e locais ligados ao programa nuclear.
Com informações de Gazeta do Povo