Home / Internacional / Wall Street Journal descreve PCC como potência global do crime organizado

Wall Street Journal descreve PCC como potência global do crime organizado

ocrente 1776778497
Spread the love

O jornal norte-americano The Wall Street Journal publicou na segunda-feira, 20 de abril de 2026, uma reportagem que classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) como uma das maiores organizações criminosas do planeta, comparável a uma multinacional em estrutura e alcance.

De acordo com o veículo, a facção brasileira estaria redesenhando as rotas internacionais de cocaína ao ligar centros de produção na América do Sul a grandes portos europeus e, simultaneamente, avançar em direção aos Estados Unidos.

Autoridades americanas citadas na matéria afirmam ter identificado pessoas ligadas ao PCC em cinco estados: Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee. Estimativas apontam cerca de 40 mil integrantes distribuídos em aproximadamente 30 países, com presença em todos os continentes, exceto a Antártida.

Debate sobre classificação terrorista

Nos Estados Unidos, há discussões para incluir o PCC na lista de organizações terroristas estrangeiras, proposta que enfrenta resistência do governo brasileiro, segundo o jornal.

Estrutura corporativa e códigos rígidos

A reportagem descreve a facção como altamente organizada e disciplinada, com funcionamento semelhante ao de grandes empresas. Membros mantêm perfil discreto, priorizando riqueza em vez de notoriedade, e seguem códigos de conduta rígidos; os rituais de filiação, em alguns casos, ocorrem até por videoconferência.

Comparação com a máfia italiana

O WSJ traça paralelo entre o PCC e a máfia italiana, destacando estratégias de infiltração comunitária e diversificação de atividades ilícitas. O grupo é apontado como “um governo do mundo ilegal”, regulando práticas criminosas e coordenando cadeias internacionais de tráfico.

Fontes de receita e expansão

Embora o tráfico de drogas permaneça o principal negócio, a facção teria ampliado atuação para mineração de ouro, extração de madeira, tráfico de pessoas, pesca ilegal e exploração de comunidades tradicionais. Para lavar dinheiro, recorre, segundo a reportagem, a igrejas, postos de combustíveis, construção civil e fundos imobiliários.

O PCC também recruta dentro e fora dos presídios e oferece assistência jurídica a seus integrantes por meio da chamada “brigada da gravata”. A estrutura descentralizada facilitaria a expansão sem necessidade de controle territorial direto, complicando ações de combate pelas autoridades.

Com informações de Gazeta do Povo