Bruxelas, 05 de março de 2026 – O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, afirmou nesta quinta-feira (5) que não há, por enquanto, intenção de acionar o Artigo 5º – cláusula que prevê defesa conjunta – após a interceptação de um míssil sobre território turco.
“Ninguém está discutindo o Artigo 5”, declarou Rutte à agência Reuters. “O essencial é que nossos adversários perceberam ontem que a Otan permanece forte e vigilante, ainda mais desde sábado.”
Míssil abatido no Mediterrâneo Oriental
Na quarta-feira (4), sistemas de defesa da aliança derrubaram um projétil de origem atribuída a Teerã no Mediterrâneo Oriental. Fragmentos caíram no extremo sul da Turquia sem deixar vítimas, confirmou o governo turco.
Reação dos Estados Unidos
Horas após o incidente, o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, avaliou que o episódio não justificava o acionamento da cláusula de defesa coletiva. Mais tarde, o secretário de Estado, Marco Rubio, classificou o lançamento como “inaceitável” durante conversa telefônica com o chanceler turco, Hakan Fidan, informou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.
Irã nega ataque
Em nota divulgada pela imprensa oficial, o Estado-Maior iraniano refutou as acusações. “A República Islâmica do Irã respeita a soberania da Turquia, país vizinho e amigo, e nega qualquer lançamento de mísseis em sua direção”, diz o comunicado.
Apoio “massivo” a Washington e Israel
Na véspera, Rutte declarou que os aliados da Otan demonstram apoio “massivo” às operações militares dos Estados Unidos contra o Irã, embora a aliança, segundo ele, não participe diretamente do conflito. O chefe da organização acrescentou que os membros “facilitam” ações voltadas a reduzir a capacidade nuclear e de mísseis de Teerã e reiterou que a prioridade é defender “cada centímetro do território da Otan”.
As declarações de Rutte ocorrem em meio a críticas de alguns líderes europeus, como o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, que questionam o envolvimento de aliados na escalada da crise no Oriente Médio.
Com informações de Gazeta do Povo