Brasília, 24/02/2026 — O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que o debate sobre a redução da jornada de trabalho deve ser “aprofundado” e conduzido “sem corridas”. A declaração foi dada após o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, solicitar o adiamento da discussão sobre o fim da escala 6×1 para 2027, por se tratar de ano eleitoral.
“Precisamos que essa discussão vá para 2027. Em ano eleitoral, emoções e motivações muitas vezes se conflituam com os interesses do país”, argumentou Skaf. Alckmin respondeu: “Esse é um debate que não deve fazer corridas e deve ser aprofundado, já que há situações muito distintas dentro do próprio setor produtivo”.
Impacto econômico em debate
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula em R$ 267 bilhões anuais o custo para as empresas caso a carga horária semanal caia de 44 para 40 horas. Entidades do setor logístico alertam que o aumento na folha de pagamento pode ser repassado ao consumidor.
Pressão de trabalhadores e resistência empresarial
A pauta, impulsionada pelo movimento “Vida Além do Trabalho”, tem na deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) uma de suas principais vozes. Enquanto trabalhadores em regime 6×1 apoiam a mudança, representantes do setor produtivo argumentam que países que encurtaram suas jornadas o fizeram apenas após atingir maior nível de desenvolvimento.
Evento na Fiesp
As declarações ocorreram durante cerimônia de assinatura de acordo entre o governo federal e a Fiesp para combater a concorrência desleal no comércio exterior. Alckmin destacou que a parceria “vai contribuir para fortalecer o comércio justo e promover um ambiente concorrencial mais equilibrado”.
Com informações de Gazeta do Povo